A obsessão é a influência negativa que um espírito exerce sobre o outro. Dissemos um espírito exerce sobre o outro, porque a obsessão não se dá apenas de desencarnado para encarnado, como muitos pensam. A obsessão também se dá de desencarnado para desencarnado, de encarnado para desencarnado e de encarnado para encarnado. A obsessão tem diversos graus, desde a influenciação simples, que nos ocorre sempre, até a possessão e a subjugação.
Na influenciação simples temos os maus conselhos que nos dão determinados espíritos, em momentos em que perdemos o auto controle. Tais conselhos nos são dados por via intuitiva. Logo, a intuição não é usada apenas pelos bons espíritos em nosso benefício. Os maus também a usam em nosso detrimento. Algumas vezes, chegamos mesmo a seguir tais conselhos e agimos de forma equivocada. Mas, tão logo “despertamos” para o que estamos fazendo, tratamos de consertar os enganos, desculpando-nos com o outro, no caso de termos feito mal a alguém. Muitas vezes, são os momentos em que nos tornamos irritadiços, perdendo o controle sobre nossas atitudes.
Esta influenciação simples, se não for combatida, pode evoluir para as obsessões mais graves, no caso de mantermos por longo tempo a sintonia inferior que estabelecemos com o companheiro em desequilíbrio (encarnado ou desencarnado). Daí a necessidade do orai e vigiai recomendado a nós pelo Rabi da Galileia, Mestre Inconfundível, profundo conhecedor da psicologia do espírito. Sabia Ele das nossas vinculações de outras eras, quando cometemos enganos que prejudicaram outras criaturas. Sabia Ele ainda da ausência do perdão em muitos destes casos, onde a vítima de ontem, torna-se algoz (perseguidor) de hoje e vice-versa.
Mas, há as obsessões que já se instalam de forma drástica sobre as criaturas, num processo que, às vezes, poderá demorar séculos para se desfazer. São os graves erros que um espírito comete contra outro ou outros e passa a receber daquele ou daqueles as vibrações do ódio e da vingança. Tais vibrações, alcançando um ser em desequilíbrio, devido aos atos infelizes aos quais de vontade própria se entregou, vai minando-lhe as energias, mesmo ainda no corpo físico. Esses dardos de animosidade e ódio continuarão a incidir sobre o algoz de outro tempo, após a sua desencarnação, momento em que, salvo se houver se corrigido através do amor aos semelhantes, cairá vítima de seus perseguidores durante muito tempo. Neste longo processo, alguns conseguem ser amparados e perdoam. Todavia, nas grandes catástrofes do homem (aborto, assassinato, posse de herança pertencente a outros familiares, deixando-os na miséria, etc), é muito comum a ausência de perdão por parte de alguns.
Assim, a perseguição continuará, mesmo numa nova existência. Os perseguidores procuram suas vítimas mesmo que elas tentem disfarçar. Como exemplo, temos o caso descrito no livro Dramas da Obsessão, que um espírito perseguido solicita nova encarnação num corpo sexualmente diverso daquele usado noutro tempo. Porém, o mesmo volta com um problema na perna que o levava a mancar. E através desta “marca” os perseguidores conseguiram encontra-lo. É claro também, que a sintonia entre eles foi mantida, pois as vítimas de agora, traziam a consciência repleta de remorsos pelas atrocidades cometidas na outra vida.
E assim, temos os casos que levam à loucura, ao suicídio, a vidas inteiras dedicadas ao crime, etc. São processos em que as mentes (do perseguidor e do perseguido) estão em contato constante, chegando mesmo a casos em que a espiritualidade precisa trabalhar durante décadas ou mais para separa-los, tendo em vista que um se adaptou tanto às energias do outro que sofreria graves perdas, inclusive mentais, no caso de uma separação imediata.
Desta forma, precisamos cuidar de nossos atos dia a dia. É necessário a renovação mental e comportamental, a fim de que não nos liguemos a espíritos ainda muito desequilibrados, bem como para que nos desvencilhemos de ligações infelizes iniciadas em outras encarnações.
Quando formos orar por alguém que esteja obsidiado, lembremo-nos de orar também pelo obsessor, pois o “malfeitor” de hoje é, simplesmente, o ofendido de outros tempos. Há ainda casos de perseguição contra um filho, por exemplo, mas que a intenção seja de causar tristeza no pai. Mas, tais processos só serão possíveis quando tal filho estiver sintonizado com as coisas de mais baixo padrão vibratório, ou seja, quando for devedor da Lei de Deus, devedor da própria consciência. Do contrário seria um absurdo pensar que alguém que nada deve esteja sofrendo para que seu pai chore junto. Deus, soberanamente justo e bom, não permitiria tal ação. O próprio fato de não haver sintonia, devido a ausência de culpa por parte do filho, tornaria impossível a implantação de uma processo obsessivo desta ordem.
Para finalizar, não podemos nos esquecer dos nossos espíritos protetores. Estes, estão sempre disponíveis para nos ajudarem. Basta que os evoquemos através da prece, dos bons sentimentos, das boas ações. Se estivermos vinculados a eles, os espíritos infelizes não conseguirão nos alcançar para nos prejudicar. Mais importante ainda, ao perceberem nosso estilo de vida voltado para as coisas mais nobres e santas, muitos daqueles que estão no caminho do mal, tenderão a renovar-se também, pois o exemplo é o caminho mais seguro para nossa redenção.
Mantenhamo-nos confiantes no Mestre Bendito. Sigamo-lo. Assim, estaremos “construindo nossa casa sobre a rocha”, onde os ventos da inveja, do ódio, da desilusão, do desamor, da vingança, etc, poderão soprar e soprar, sem contudo colocar em perigo a casa, uma vez que construída sobre um alicerce seguro: O AMOR DIVINO.
Muita paz.
Paulo Henrique
Paulinho, otimas palavras, apropriadissimas para o momento onde o jovem se encontra cada vez mais envolvido com os temas que aprofundam os conhecimentos de si mesmo e das vibrações que nos envolvem!
Muito Obrigado,
Matheus


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